A Constituição do Campo Científico e a Baixa Diversidade da Pesquisa Contábil Brasileira

Paulo Frederico Homero Junior

Resumo


Objetivo: Este estudo teve o objetivo de produzir uma hipótese plausível para explicar a ausência de uma linha consolidada de pesquisas interpretativas e críticas em contabilidade no Brasil.

Método: Apresento neste estudo uma análise da constituição do campo científico na contabilidade brasileira, construída a partir de evidências obtidas através de revisão da literatura sobre a história da contabilidade no Brasil e, subsidiariamente, de fontes documentais e de reflexões decorrentes de minha recente trajetória nesse campo, tendo como base teórica os conceitos de campo, capital, habitus e campo científico, oriundos da obra do sociólogo Pierre Bourdieu.

Resultados: Identifico a baixa autonomia do campo acadêmico em relação ao campo profissional, evidenciada pela origem dos cursos superiores em ciências contábeis a partir de esforços de lideranças da profissão e pelas constantes tentativas de ingerência das entidades profissionais sobre o ensino de contabilidade, como causa da baixa diversidade na pesquisa contábil brasileira.

Contribuições: Em face aos constantes apelos por uma maior aproximação entre a academia e a prática contábil, os resultados deste estudo servem como um alerta para os efeitos deletérios que podem advir, se tal aproximação se der sob as atuais condições de subordinação do campo científico a interesses do campo profissional.

Palavras-chave


Campo Científico; Pesquisa Contábil Brasileira; Sociologia da Ciência

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DOI: http://dx.doi.org/10.17524/repec.v11i3.1565

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