O PAPEL DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO NA CONTRATAÇÃO DA EMPRESA DE AUDITORIA: EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS NO BRASIL

  • Kadija Celante Pizetta Analista Financeira da Ivista Consultoria e Estratégia Imobiliária Ltda.
  • Fábio Moraes da Costa Professor da Fucape Business School
Palavras-chave: Governança Corporativa, Auditoria, Conselho de Administração

Resumo

O propósito deste trabalho foi investigar se existe relação entre as características do conselho de administração e o tipo de firma de auditoria externa independente contratada em companhias abertas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). Foram consideradas três características do conselho de administração: independência, duplicidade de cargo e tamanho. Já para as firmas de auditoria, foram consideradas duas características: tamanho e nível de especialização no segmento de atuação da companhia, baseado em duas medidas (estratégia de mercado e participação de mercado). Os dados foram coletados do website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Economática, compreendendo os períodos de 1998 a 2006. Os resultados indicam que a duplicidade de cargo está associada à contratação de firmas de auditoria maiores (BigN) e especialistas. Tais resultados contribuem para a discussão sobre como a estrutura de governança corporativa influencia a contratação do auditor, ampliando o entendimento do papel do conselho de administração no monitoramento e controle das companhias abertas brasileiras.

Biografia do Autor

Kadija Celante Pizetta, Analista Financeira da Ivista Consultoria e Estratégia Imobiliária Ltda.
Mestre em Administração de Empresas (Fucape Business School)
Fábio Moraes da Costa, Professor da Fucape Business School
Doutor em Ciências Contábeis (USP)

Referências

Antle, R. (1982). Auditor as an Economic Agent. Journal of Accounting Research, 20(2), p. 502-527.

Beasley, M, S. & Petroni, K. (2001). Board independence and audit-firm type. Auditing: A Journal of Practice & Theory, 20(1), p. 97-114.

Beasley, M. S. (1996). An empirical analysis of the relation between the board of director composition and financial statement fraud. The Accounting Review, 71(4), p. 443-465.

Becht, M., Bolton, P. & Röell, A. A. (2011). Corporate Governance and Control. Finance Working Paper. n. 2, 2002. Recuperado em 26 maio, 2012 de <http://ssrn.com/abstract=343461>.

Bhuiyan, U, B., Roudaki, J. & CLARK, M. (2010). Characteristics of the Board of Directors and Company Performance – New Zealand Evidence. Journal of Accounting – Business & Management, 17(2), p. 49-61.

Bonner, S. & Lewis, B. (1990). Determinants of Auditor Expertise. Journal of Accounting Research, 28(Suplemento), p. 1-20.

Carcello, V, J., Hermanson, R D., NEAL, L T. & Riley, A, R. (2002). Board characteristics and audit fees. Contemporary Accounting Research, 19(3), p. 365-84.

Craswell, A, T., Francis, J, R. & TAYLOR, L,S. (1995). Auditor brand name reputations and industry specializations. Journal of Accounting and Economics, 20(3), p. 297-322.

DeAngelo, L.E. (1981). Auditor size and audit quality. Journal of Accounting and Economic, 3(3), p. 183-199.

Dechow, P.M.; Ge, W. & Schrand, C.M. Understanding Earnings Quality: A Review of the Proxies, Their Determinants and Their Consequences. Working Paper SSRN. Recuperado em 26 maio, 2011 de http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1485858.

DeFond, M, L. (1992). The association between changes in client firm agency costs and auditor switching. Auditing: A Journal of Practice and Theor, 11(Spring), p. 16-31.

Dey, A. (2008). Corporate governance and Agency Conflicts. Journal of Accounting Research, 46(5), p. 1143-1181.

Fama, E, F. (1980). Agency Problems and the Theory of the Firm. The Journal of Political Economy, 88(2), p. 288-307.

Fama, E. & Jensen, M. (1983). Separation of ownership and control. Journal of Law and Economics, 26(2), p. 301-325.

Fan, P, H, J. & Wong, T, J. (2005). Do external auditors perform a Corporate Governance role in emerging markets? Evidence from East Asia. Journal of Accounting Research, 43(1), p. 35–72.

Francis, J. R. (2004). What do we know about audit quality? The British Accounting Review, 36(4), p. 345-368.

Gramling, A, A. & Stone, N. D. (2001). Audit firm industry expertise: A review and synthesis of the archival literature. Journal of Accounting Literature, 20(3), p. 1-29.

Hermalin, B. E & Weisbach, M. S. (1991). The Effects of Board Composition and Direct Incentives on Firm Performance. Financial Management, 20(4), p.101-112.

IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. (2010). Código das melhores práticas de Governança Corporativa. IBGC: São Paulo, Brasil.

Imhoff, G. (2003). Accounting Quality, Auditing and Corporate Governance. Recuperado em 31 maio, 2011 de http://ssrn.com/abstract=374380.

Instrução CVM nº 308, de 14 de maio de 1999. (1999). Dispõe sobre o registro e o exercício da atividade de auditoria independente no âmbito do mercado de valores mobiliários, define os deveres e as responsabilidades dos administradores das entidades auditadas no relacionamento com os auditores independentes, e revoga as Instruções CVM nos. 216, de 29 de junho de 1994, e 275, de 12 de março de 1998. Rio de Janeiro: Comissão de Valores Mobiliários. Recuperado em 26 maio, 2011 de http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?File=%5Cinst%5Cinst308.htm.

Jensen, M, C. & Meckling, W, H. (1976). Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 3(4), p. 305-360.

La Porta, R., Lopes-de-Silanez, F., Sheifer, A. & Vishny, R. (2000). Investor Protection and Corporate Governance. Journal of Financial Economics, 58(1-2), p. 3-27.

Lennox, C. (1999). Are large auditors more accurate than small auditors? Accounting and Business Research, 29(3), p. 217-227.

Lin, Z, J. & Liu, M. (2009). The impact of corporate governance on auditor choice: Evidence from China. Journal of International Accounting, Auditing and Taxation, 18(1), p. 44–59.

Lopes, A. B. & Walker, M. (2012). Firm-level incentives and the informativeness of accounting reports: an experiment in Brazil. Working Paper SSRN. Recuperado em 26 maio, 2011 de http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1095781.

Pereira, A. N. (2011). Determinantes do atraso em auditoria externa (audit delay) em companhias brasileiras. Dissertação de Mestrado Profissional em Ciências Contábeis. Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças, Vitória – ES – Brasil.

Petroni, K & Beasley, M. (1996). Errors in Accounting Estimates and Their Relation to Audit Firm Type. Journal of Accounting Research, 34(1), p.151-171.

Shleifer, A. & Vishny, R. W. (1997). A survey of corporate governance. The Journal of Finance, 52(2), p. 737–783.

Simunic, D. A. (1980). The Pricing of Audit Services: Theory and Evidence. Journal of Accounting Research, 18(1), p. 161-90.

Solomon, I., Shields. M. D. & Whittington. O. R. (1999). What do industry-specialist auditors know? Journal of Accounting Research, 37(1), p.191-208.

Tirole, J. (2001). Corporate Governance. Econometric Society, 69(1), p 1-35.

Watts, L, R. & Zimmerman, L, J. (1986). Positive Accounting Theory. Prentice-Hall.

Zingales, L. (1998). Corporate governance. New York: MacMillan.

Publicado
21-09-2013
Como Citar
Pizetta, K., & Costa, F. (2013). O PAPEL DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO NA CONTRATAÇÃO DA EMPRESA DE AUDITORIA: EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS NO BRASIL. Revista De Educação E Pesquisa Em Contabilidade (REPeC), 7(3). https://doi.org/10.17524/repec.v7i3.921
Seção
Artigos