Do good fundamentals generate alpha?

  • Luís Chagas COPPEAD/UFRJ
  • Ricardo Leal COPPEAD/UFRJ
  • Raphael Roquete FACC/UFRJ

Resumo

Objetivo: Verificar retornos ajustados a risco anormais em carteiras de ações brasileiras formadas com o F-Score que indica a presença de bons fundamentos.

Método: A amostra tem 146 empresas por ano em média, inclui o período de adoção dos International Financial Reporting Standards (IFRS) entre julho de 2008 e junho de 2018 e usa carteiras igualmente ponderadas formadas ao final de junho de cada ano com as informações disponíveis no ano anterior.

Resultados: A carteira com F-Score alto ostentou retorno médio maior, beta menor e alfa positivo e significativo, que desapareceu no subperíodo iniciado após a adoção plena do IFRS. Os coeficientes significativos para o prêmio de risco de empresas pequenas e a ponderação igualitária sugerem que empresas grandes não dominam seu desempenho. As carteiras de alto e baixo F-Score não podem ser caracterizadas como value stocks. A carteira com F-Score mais baixo apresentou coeficiente para o fator de momento negativo e significativo, sugerindo persistência de retornos negativos.

Contribuições: Carteiras com alto F-Score podem apresentar menor possibilidade de retornos catastróficos. A técnica pode ser empregada por investidores menos sofisticados para formar carteiras defensivas de empresas com bons fundamentos.

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Publicado
28-06-2020
Como Citar
Chagas, L., Leal, R., & Roquete, R. (2020). Do good fundamentals generate alpha? . Revista De Educação E Pesquisa Em Contabilidade (REPeC), 14(2). https://doi.org/10.17524/repec.v14i2.2394
Seção
Artigos